quinta-feira, 12 de maio de 2011

A última peleja

Por Larissa Drabeski

           Meu primeiro contato com a Associação de Futsal de São João foi em um momento não muito favorável. Fui assistir à segunda partida da semifinal do Campeonato Municipal de futsal de Sinimbu. O time vinha de uma derrota por 3x2 para o forte time do Atlético. Para conquistar a vaga na final era preciso uma vitória no tempo normal e na prorrogação. Tarefa difícil, não? De fato. Mas ainda assim ao alcance dos jogadores do time da linha São João.
A dificuldade foi o tempero que trouxe emoção extra à disputa. E posso garantir que a euforia não estava só dentro de quadra. A torcida vibrou com os jogadores. Lamentou a cada falta não marcada e a cada gol desperdiçado. Penou todas as vezes que o adversário se aproximava do gol e soube reconhecer cada defesa difícil do goleiro.
Eu ali, recém chegada, sem conhecer quase nenhum dos jogadores e poucos da torcida. Ainda assim não pude ficar indiferente. Vibrei com eles a cada lance. Os gols, um no tempo normal e outro na prorrogação, deixaram claro que a equipe não estava ali para brincadeira e que acreditava, sim, na classificação. O som do apito final trouxe alívio, e deixou que a alegria fosse extravasada.
Na primeira partida da final, o clima era mais ameno e os nervos não estiveram tão à flor da pele. O resultado foi mais uma vitória magra, quase característica do time do São João. Econômico, mas eficiente. O gol solitário garantiu uma boa vantagem para a última partida, mas a experiência comprova que nada se define em um primeiro jogo.
No fim, percebi que a AFSJ não é apenas um time, mas uma equipe que transcende às quatro linhas. No pós jogo, a união é mais evidente. Há muitas pessoas que não podem estar em quadra, mas que jogam junto, dando seu apoio incondicional ao time. São pais e mães de jogadores. Namoradas, familiares e amigos.
Alguns dizem que levei sorte ao time nos dois jogos a que assisti. Não acredito. O segredo para a campanha até aqui bem sucedida é essa união. É a garra dos jogadores que, do início ao fim da partida, sabem que, do lado de fora, há uma equipe torcendo por eles.        
Amanhã, esse espírito de equipe é ainda mais importante. A AFSJ tem pela frente mais uma disputa difícil. O time tem o campeonato nas mãos, mas não pode afrouxá-las nem por um instante. Que a cada lance, os jogadores tenham a certeza de que o título não é só para eles. É para toda uma comunidade.

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